Pular para o conteúdo

Pré-venda

Battlecard de vendas: o que usar quando a concorrência entra na conversa

Por Luis Peixoto4 min de leitura

O cliente cita um concorrente e o vendedor tem segundos para responder. Veja o que entra num battlecard de vendas útil e por que ele rende mais quando é feito para cada empresa.

O que é um battlecard de vendas

Battlecard de vendas é um documento curto, de consulta rápida, com o que o vendedor precisa numa conversa com concorrência, objeção ou comparação direta. É material interno, usado para preparar a reunião e não travar dentro dela. Cabe numa página e responde às perguntas que surgem sob pressão. É uma das peças para preparar reunião comercial com IA.

O deck de posicionamento fala com o cliente e precisa ser polido. O battlecard fala com o time e precisa ser honesto, inclusive sobre onde o concorrente é melhor. Pré-venda e vendas B2B o usam em ciclos longos, com vários decisores.

O que sai sobre a empresa

Indicadores sobre a empresa Dores e prioridades Complexidade da operação Stack de tecnologia Stakeholders e buying center Riscos e objeções Oportunidades e o que ofertar Cadência e mensagens MEDDPICC como hipótese a validar Score 0 a 100, contra o ICP

Concorrência e objeções saem do mesmo dossiê, com o MEDDPICC ao lado

Os seis blocos de um battlecard útil

Primeiro, os concorrentes prováveis naquela empresa e o motivo. Segundo, as objeções esperadas, cada uma com resposta pronta, argumento e prova. Terceiro, onde a concorrência ganha, porque quem não sabe onde perde insiste no terreno errado.

Quarto, onde a concorrência perde e em que situação essa fraqueza aparece. Quinto, perguntas de descoberta que levam o cliente a enxergar sozinho o critério que favorece a sua proposta. Sexto, as armadilhas: temas a evitar e promessas que a operação não sustenta. Sem as armadilhas, o documento só mostra o lado bom da sua proposta.

As objeções mudam com quem está na mesa

Poder Interesse Manter informado Decide e se importa Baixa prioridade Influencia a decisão

Quem assina raramente é quem sente a dor

Por que a maioria dos battlecards envelhece

Alguém monta um battlecard por concorrente, num slide, e o time usa por algumas semanas. Aí o concorrente muda preço, lança um módulo ou troca o discurso, e ninguém atualiza, porque revisar exige uma pesquisa que ninguém agendou.

Há um problema anterior: o material descreve a categoria e ignora a empresa. Ele não diz se a empresa já é cliente do concorrente, se abriu vaga que indica troca de sistema ou se o diretor veio de um lugar que usava outro fornecedor. O vendedor encontra afirmações verdadeiras e inúteis para a reunião das 15h, e volta a improvisar.

Contexto pronto ou improviso

Contexto pronto Motivo para o contato e quem decide na mesa gatilho recente quem decide Reunião improvisada Mensagem que serve para qualquer empresa O cliente percebe na primeira linha

Material que ignora a empresa devolve o vendedor ao improviso

Um battlecard para cada empresa

A saída é fazer um documento por empresa, montado sobre o que se sabe dela, como a tecnologia que usa, o fornecedor atual e a mudança na diretoria. A pergunta passa a ser como vencer nesta empresa, sabendo o que ela já tem.

A GoSeek entrega o battlecard como uma seção fixa de cada dossiê, com os concorrentes prováveis, as objeções esperadas e as perguntas para a conversa.

Da evidência para a abordagem

O que se encontrou Dor, gatilho e decisor A abordagem Assunto, canal e momento Primeiro toque: o gatilho datado, não o produto Segundo toque: a dor que pesa na operação Terceiro toque: a prova social do mesmo segmento

O que se sabe da empresa decide o assunto de cada toque

Como manter o battlecard vivo

Revisar por calendário não funciona, porque a empresa não muda no ritmo do trimestre. Reabra o battlecard quando acontecer um destes eventos: gatilho comercial novo, troca de fornecedor, mudança na diretoria, movimento do concorrente ou mudança regulatória. Cada um costuma invalidar as objeções e as perguntas de descoberta.

Na GoSeek, o battlecard faz parte do dossiê, ao lado das dores, dos stakeholders, dos gatilhos comerciais e do MEDDPICC. Quando o dossiê é refeito, o battlecard vem junto, atualizado. O mesmo material abastece o SDR de IA, que precisa do contexto antes do primeiro contato. O diagnóstico de maturidade, com 18 perguntas sobre a prospecção, mostra se o time já trabalha assim.

Quando a empresa se mexe

Aporte anunciado 12/03 Troca de CFO 27/04 Nova unidade 09/06

Evento observado no mundo, com a data em que aconteceu

Dúvidas frequentes

O que perguntam sobre battlecard de vendas

Qual a diferença entre battlecard e proposta de valor?

A proposta de valor é o que você afirma ao mercado em qualquer conversa. O battlecard é o material interno que ajuda a defendê-la quando há comparação, objeção ou concorrente na mesa.

Battlecard deve ser por concorrente ou por empresa?

Por concorrente, quando a disputa é sempre com os mesmos dois ou três nomes. Por empresa, em vendas B2B de ciclo longo, porque considera o que a empresa já usa, quem decide e o que mudou.

Quem deve escrever o battlecard: marketing, pré-venda ou vendas?

Importa mais de onde vem a informação. Battlecard feito só com material interno reflete a visão que a casa tem de si mesma e envelhece rápido. O melhor junta as objeções que o time ouve com pesquisa verificável sobre a empresa.

O battlecard deve dizer onde a concorrência é melhor?

Sim, e é o que mais falta. Sem saber onde perde, o vendedor insiste num terreno desfavorável. Reconhecer o ponto forte do concorrente e mudar o critério de decisão funciona melhor que negar o que o cliente já sabe.

Luis Peixoto, fundador da GoSeek
Quem escreve Luis Peixoto

Fundador da GoSeek. Especialista em inteligência de mercado e vendas consultivas B2B para o mercado enterprise.

Gere o lead, crie a demanda e encha o pipeline a partir do seu portfólio

Veja, em cerca de 1:30, como a Plataforma GoSeek pode elevar o nível de maturidade dos processos de prospecção e do seu time comercial.Agendar demonstração